 Domingo, Novembro 16, 2008
Saudades
A millionaire say
Got a big shot deal
And throwing it all away, but
But I'm not too sure
How I'm supposed to feel
And what I'm supposed to say
But, I'm not, not sure
Not too sure how it feels
To handle everyday
And I miss you love...
Posted by Mazorca at 3:50 PM
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 Terça-feira, Outubro 07, 2008
Ação
Antigamente falávamos, protestávamos e nos indignávamos. Não aceitávamos calados os mandos e desmandos que sofremos. Sofríamos por isso, mas ao menos lutávamos.
Hoje, não fazemos nada. Tomamos diariamente. E aceitamos, passivos. Fazemos de conta que não é com a gente. Ou que não é o nosso papel.
Mas se a gente, aqui em baixo, não agir, lá em cima nada será feito. Tudo depende diretamente da atitude de quem realmente importa em todo o processo.
Não vou ser hipócrita. Me incluo nesses que, em geral, não agem. Mas tento mudar isso. Acho que devo mudar isso. Acho que todos deveríamos pensar assim.
Precisamos pensar e refletir verdadeiramente sobre tudo o que acontece com a gente. Sobre o que somos submetidos. Só assim para mudar, para melhorar.
Eu sei que vocês que me lêem, usam suas respectivas massas cinzentas. Têm consciência. Mas muitos estão estagnados. Não podemos ser assim.
Brigue, lute, reclame, exija, pense, fale, escute, rebata. Sempre vá atrás daquilo que deve ser o melhor para todos. Vamos tentar ser um pouco menos egoístas.
Ouçam isso para refletir. Até quando? É tudo flagrante!
Posted by Mazorca at 11:31 AM
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Tristeza
Domingo eu fiquei triste. As eleições me deixaram triste. Não que tudo tenha sido ruim, mas o cenário, como um todo, é desanimador.
Fico triste em ver que nenhum candidato à prefeitura da minha cidade me verdadeiramente satisfaça e irá fazer o que deveria ser feito para nossa população.
Fico triste que mais de 500 mil pessoas, quase 8% de todos que foram às urnas neste domingo, votaram em ninguém. Para, no mínimo meio milhão de eleitores, ninguém merece ser eleito.
Fico triste por muitas pessoas não saberem quem elegem para legislar durante longos quatro anos. Depois, não adianta reclamar das ações tomadas na cidade. Ajudou a colocar ou a não evitar que fulano estivesse lá.
Fico triste que muitos não levam a sério algo que é, ou deveria ser de suma importância para nós. Que deveria ser uma das ferramentas mais fortes para colocarmos o Brasil no eixo.
Fico triste que só pensamos em nós mesmo e que se dane o resto. Somos egoístas e se fulano vai fazer algo que eu não achemos legal, mesmo que ajude milhares, milhões, já viramos a cara. Mexeu com o meu, não serve, mesmo que seja para o bem geral.
Fico triste que em nosso país todas ou boa parte das prioridades são totalmente invertidas.
Fico triste que quase 6% de quem votou em alguém, tenha escolhido o Maluf
Fico triste que a minha candidata receba menos votos do que o Maluf.
Fico triste que candidatos que foram excluídos por roubalheira sejam eleitos. Lembram da Máfia dos Fiscais? Pois é, Wadih Mutran está eleito.
Fico triste que sejam eleitos candidatos de brincadeira, ou por impulso por a pessoa ser uma figura pública. Agnaldo Timóteo, Marco Aurélio Cunha, Netinho de Paula e Aurélio Miguel estarão na câmara. Dinei e Sérgio Mallandro são suplentes. Rá!
Fico triste que as pessoas não enxerguem que os candidatos muitas vezes são iguais. Se fazem de adversários, mas a essência é a mesma. Dois deles, até ontem, eram quase irmãos. No fundo, são iguais. Outros três, há menos de 4 anos, eram do mesmo partido!
Fico triste que todo o tesão e paixão que tinha por política, aos poucos, vai se dissipando. Estão tirando isso de mim.
Fico triste em constatar que tens razão quando me diz que é tudo sujo e todos estão lá por interesses pessoais. Estás muito próxima da verdade, isso se não estiveres com toda ela.
Fico triste com o cenário da política na minha cidade, no meu estado, no meu país. É mais ou menos esse o meu sentimento.
Mas quem sabe um dia as coisas não mudam? Seria eu utópico? Seria eu tolo? Não custa acreditar.
Posted by Mazorca at 11:26 AM
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Dor
Quinta-feira, a dor do amigo. A perda que o amigo sofreu. Inconsolável. Insubstituível. E a constatação da maldita coincidência neste 2008. Que suma e não volte tão cedo!
Sexta-feira, a dor da aflição. A dúvida, o medo, a incerteza. Mas no fim, felizmente, tudo deu certo. Lição para as próximas vezes. A gente sempre aprende.
Sábado, a dor da cabeça. Primeiro, biológica. O corpo não agüenta sempre. Mas até que tou acostumado. Depois, inexplicável. Intensa. Mas que cessou, assim, de repente.
Domingo, a dor do estômago. O mal estar e indisposição durante todo o dia. Ações paliativas amenizaram, mas as causas eram fortes. Sabidas e não sabidas ao mesmo tempo.
Segunda-feira, as costas. Insuportável. Talvez esteja começando a pagar por minha má postura. Talvez seja algo de momento. Espero que passe logo.
Terça-feira, tomara que nada apareça. Ao largo dos dias, das semanas, o todo. Mas felizmente não mata. Vamos lá!
Posted by Mazorca at 11:22 AM
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 Terça-feira, Setembro 30, 2008
Cruzeiro
Depois de mais de um ano e meio, no último fim de semana, voltei a Cruzeiro
E como eu gosto daquela cidade.
A bela e aprazível Cruzeiro, hehehe. Tranqüila e aconchegante como sempre.
Não sei o que há nesse final do Vale do Paraíba, mas é sempre muito bom estar lá.
Rever pessoas especiais, foi demais. Maior bom!
Não consegui fazer tudo o que eu queria. Não faltou desejo, mas não tive tempo e/ou oportunidade.
Na próxima eu tomo vergonha na cara, hehehe.
Gosto muito de tudo e de todos lá.
Esperando pela próxima...
Posted by Mazorca at 11:43 PM
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 Domingo, Setembro 28, 2008
Alonso
O espanhol é foda. Deu uma tremenda sorte na corrida, é verdade. Mas venceu com autoridade, foi rápido sempre, largando lá atrás e num carro que claramente não tem condições de ganhar provas.
Espero que ele em breve volte a guiar um carro competitivo. Merece. É marrento até dizer chega, mas é o melhor de todos na atualidade. Sem dúvidas.
E parece que o campeonato de 2008 vai para um piloto negro, pela primeira vez na história. Massa vai penar para levar o caneco.
Posted by Mazorca at 2:07 PM
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 Sexta-feira, Setembro 26, 2008
Desabafo
Porque às vezes as pessoas têm tanta dificuldade em abrir o jogo comigo e deixar bem claro tudo o que se passa?
Eu tenho cara de mal (feia eu sei que é, dispenso esses comentários)? Aterrorizo alguém? Creio que uma das minhas características não é a ignorância.
Me considero uma pessoa razoavelmente compreensiva. E tento deixar isso muito claro. Se você me conhece, sabe que eu geralmente entendo as coisas e não fico criando picuinhas por o que quer que seja.
Portanto, podem falar! Sempre. Não precisam ficar me evitando, dar desculpinhas esfarrapadas. Falem o que pensam, o que está acontecendo, e a gente conversa.
Eu não vou morder. Não vou ficar enchendo o saco. Não vou usar isso contra você. Vou tentar entender.
Posted by Mazorca at 10:25 AM
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 Quarta-feira, Setembro 24, 2008
Amor
Mas como é difícil definir o amor! Quatro letras que representam muito. Que eu não sei se pode existir de maneiras diferentes.
Amor fraternal ou maternal é o mesmo quando platônico, que sentimos por aquela pessoa especial? Ou seria um sentimento diferente?
Recentemente tenho pensado nisso. As vezes acho que é o mesmo. As vezes que não. Penso que é o mesmo, porque entre outros vários motivos, a sensação de amar, de querer estar perto da pessoa, parece ser muito semelhante.
Como ao mesmo tempo me parece que é tão diferente. O encantamento não é o mesmo, os desejos também não.
Eu tenho dito ultimamente que não pretendo entendê-lo. Talvez não valha a pena. Apenas aproveitemos esse sentimento.
Lá no fundo talvez nós saibamos exatamente tudo o que ele nos significa. Ou não. Sei lá, viu?
Lembra daquele amigo tão bom? Taí outro tipo de amor que não podemos esquecer. Igual ou diferente? Fica para vocês. Eu não tento mais pensar nisso, hehehe.
Ah, já ia me esquecendo. O Vinícius deu uma explicação sobre o amor. Gostei, achei uma definição bem boa. E você? Concorda ou discorde dele? E de mim?
Posted by Mazorca at 10:12 PM
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 Terça-feira, Setembro 23, 2008
Romantismo
"Ilusão, é nesse mundo querer ser dono de alguém. Minha sereia linda eu só te quero bem. E se você me quiser vem que tem"
"Por que eu rezo pra você a noite inteira. Pra repetir aquela manhã de quinta-feira. Quando eu sinto o seu cheiro, minha sereia da pedreira, eu fico com tanta saudade de você"
"Me alucina o jeito que me olha aquela menina"
"Ontem sonhei com você"
Me diga: as frases acima não são românticas? Não declaram paixão, amor e desejo de um homem por uma mulher?
Pois é, mas a Juliana não acha! E não adianta eu argumentar, não vou conseguir mudar isso.
Ju, é romântico sim, mas dentro do estilo de quem escreveu. ;)
Em tempo, aqui está a letra completa da música. Talvez vocês dêem razão à Ju. E eu juro que vou entender, hehehe.
Posted by Mazorca at 8:22 PM
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Uva
Tudo começou com o já famoso "Chupa que é de uva"
Foi evoluindo para:
"Senta que é de menta"
"Aprecia que é de melancia"
"Bate que é de chocolate"
"(Não) Engole que é de maria-mole"
e, finalmente,
"Beija que é de cereja"
Hehehehe.
Mas confesso que ainda estou pensando em algumas rimas aí...
Posted by Mazorca at 8:12 PM
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Avenchugresp
Hoje, voltando do trabalho, ao ver um ambulante na rua, fiquei me perguntando: Porque todos os vendedores de churrasquinho grego que eu vi até hoje são praticamente iguais? Pele morena (mais ou menos igual à minha), entre 45 e 60 anos, cabelo grisalho, bigode, baixinho e vestindo capa e boné branco. As vezes penso se não é sempre o mesmo tiozinho em lugares diferentes.
Mas, porque raios eles são tão parecidos? Será que é norma? Será que existe a Avenchugresp - Assossiação dos Vendedores de Churrasquinho Grego de São Paulo? Imagino suas reuniões, aquela centena de homens chegando à velhice, todos de bigode e com suas capas brancas, discutindo o futuro do comércio de churrasquinho grego em Sampa.
E o lance da capa. Será que é para dar a falsa impressão de que o negócio é limpinho? Bem, não sei. Só sei que ainda vejo longe o dia que experimentarei o famoso sanduíche.
Posted by Mazorca at 8:01 PM
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 Sábado, Agosto 16, 2008
Para César, o Céu é o limite
A Olimpíada é o principal palco do esporte mundial. É nela que homens e mulheres se transformam em mitos. Em Pequim, na edição de 2008, o maior deles com certeza é o nadador Michael Phelps. Prestes a quebrar todos os recordes de medalhas de ouro da história. Mas um outro personagem das piscinas também merece destaque. O brasileiro César Cielo.
Aos 21 anos, o paulista de Santa Bárbara D’Oeste chegou à 29ª edição dos Jogos como um dos principais nomes nas provas de 50m e 100m livre. Como um candidato a chegar à final. E não muito mais que isso. Poucos olhavam para ele.
Mas em pouco tempo ele mostrou que havia sido um dos escolhidos pelos deuses do Olimpo. Na primeira vez que caiu na piscina pra valer em Pequim, ele já estabeleceu o recorde sul-americano para os 100m livre, na eliminatória dos 4 x 100. Ainda assim, o viam apenas de soslaio.
De mansinho, ele se classificou para a final dos 100m livre. Na oitava vaga, a derradeira. Ninguém dava nada por ele. E mais uma vez César superou as expectativas. Como quem não queria nada, ganhou o bronze. E começou a fazer história. Muito mais ainda estava por vir.
Agora, começavam a olhá-lo com mais cuidado, mais ainda sim, sem a atenção devida. Um erro! Que viria a ser irremediável. Porque quem tem nome de um imperador e a própria palavra Céu registrada na certidão de nascimento, não encontrará limites pela frente. Nem debaixo d’água.
Na eliminatória dos 50m livre, ele começou a marcar de verdade seu nome na Olimpíada. Caiu na água e se tornou o mais rápido da história para a distância na competição: 21s47! Os olhos do mundo se esbugalhavam para enxergá-lo com mais clareza.
Na semifinal, novamente o recorde olímpico. Agora com 21s36. E a classificação para a final, com o melhor tempo. O segundo brasileiro na história a estabelecer a melhor marca dos Jogos Olímpicos na natação. Sim, agora ele era visto por todos, como o grande nome.
Pena que era tarde demais. Na final, largada e chegada perfeitas. Vitória incontestável. Novo recorde olímpico, 21s30. Sensacional. Quem antes não queria enxergar, agora não podia mais ignorar. César Cielo é o melhor do mundo nos 50m livre!
Franceses, australianos, americanos, suecos, sul-africanos e todos os presentes no Cubo D’água, além dos que observavam pelas telinhas e telonas ao redor do mundo, tiveram que reverenciá-lo!
Sensacional. Histórico. A primeira medalha de ouro da história da natação brasileira. Lágrimas e muita emoção, na piscina e na entrega da medalha. E muito merecido. Como disse uma amiga, ele entrou na piscina não só com o corpo. Mas com a alma, vontade, garra, determinação, paixão, humildade. Entrou como um homem!
A César o que é de César.
Posted by Mazorca at 7:59 PM
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 Quarta-feira, Agosto 13, 2008
Somos todos infiéis!?
Tudo começou quando uma amiga decidiu postar em seu blog um texto supostamente escrito por Arnaldo Jabor (hoje em dia qualquer texto é creditado a ele, como forma de “dar respaldo”. Mas claro, pode ser dele mesmo). Falava sobre um tema bastante controverso: traição. Na hora já me empolguei com o tema. Dias depois, uma moça comenta comigo que recebeu um texto muito bom, e começa a me passar. Era o mesmo escrito. Também troquei boas palavras com ela, concordamos em alguns pontos e discordamos em outros. Então decidi falar sobre o assunto.
O texto basicamente fala sobre como os homens encaram a traição. Que 99,9% de nós somos infiéis, que traição nada tem a ver com amor, como se portar perante a traição, a diferença das razões de o porque homens e mulheres traem e etc. Discordo de muitos pontos, mas em boa parte acredito que ele faça sentido.
Pra começar, vamos definir o que a maioria das pessoas convenciona como traição. Seria o ato de uma pessoa compromissada ter algum tipo de relação com um terceiro (beijar, ficar, namorar, transar, etc.). Pois bem, acho que somos todos infiéis. Todos. Homens e mulheres. Ao menos uma vez na vida fomos.
Me digam, quem nunca pensou em trair? Quem nunca, mesmo tendo aquela namorada perfeita, ou o marido exemplar, nunca se sentiu atraído por uma outra pessoa? Quem nunca teve vontade de ficar com outra pessoa, mesmo estando num relacionamento concreto? É possível que exista pessoas assim, mas convenhamos, é muito difícil de encontrar.
Isso é normal. Todos nós sentimos, não devemos nos condenar por isso. E, como uma terceira amiga me disse, é até saudável. Uma mulher uma vez me confidenciou que já teve três namoros, e que apenas no primeiro não pensou em trair. Ela nunca traiu, mas já pensou. Como todos nós.
E qual é a diferença entre quem pensa em trair, e quem efetivamente trai? A meu ver, a única, é que a pessoa que foi lá e saiu com alguém fora da relação, colocou suas vontades na prática. A outra, por qualquer motivo que seja, não o fez. De resto, no que diz respeito a isso, são exatamente iguais.
Acho que esse tipo de traição nada tem a ver com amor. O fato de ter vontade ou efetivamente sair com outra pessoa, não necessariamente quer dizer que o sentimento pela outra pessoa diminuiu. A meu ver, uma coisa nada tem a ver com a outra. Especialmente porque nessas situações o que rola é atração física, que não está diretamente vinculada com sentimento.
Também não acredito que um título ou um status vai definir a maneira da pessoa agir. Por exemplo: se eu estivesse apaixonado por uma mulher com a qual não tenha um relacionamento, provavelmente teria vontade de ficar com outras garotas de vez em quando. E se esse relacionamento passasse a existir, a vontade provavelmente permaneceria. Não existe uma chavezinha liga/desliga para essas coisas.
Mas apesar de encarar a coisa dessa maneira, eu acho que nunca trairia. Digo acho, porque certeza, tenho sobre nada. Mas eu digo que acho que não trairia, porque penso que seria injusto com minha parceira. Não quero para ela o que eu não gostaria que fizessem comigo. E também porque eu acho que não teria coragem. E certamente não saberia fazer. Não tenho as manhas, hehehehe.
Agora, a meu ver, a maioria das pessoas encara pelo lado errado o lance de traição. Quase todo mundo se lamenta pelo fato de ser trocado por outra pessoa, colocam isso no centro da discussão. Mas, pra mim, não é essa a questão. O principal é a perda da confiança. O fato de a pessoa ter tido algum tipo de relação com outro, é bem menor do que o chute que ela deu na confiança.
Afinal de contas, você confiava e acreditava naquela pessoa. Você vivia intensamente com ela, contava todos os seus segredos, se dispunha a passar momentos únicos, tolerava muitas coisas. Porque confiava nela, sabia que poderia contar quando precisasse. E perder isso, é o pior. Sair com outro: ruim. Trair a confiança: péssimo.
Mas claro, essa é a maneira como eu enxergo a traição. E você? Concorda, acha que estou certo? Ou discorda e quer me xingar e me bater? Ou nenhuma uma coisa, nem outra? Comente!
Posted by Mazorca at 10:48 AM
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 Terça-feira, Agosto 12, 2008
Olimpíada parte 4
Phelps continua sendo phoda! Nossos nadadores conseguem bons tempos. Esportes coletivos vencem! E o Tiago Camilo é o segundo a me foder nos meus prognósticos iniciais de ouro.
Ele vai ser o grande nome dos Jogos. O americano Michael Phelps está sobrando. Hoje ele levou os 200m livre, que não é sua especialidade. E com mais um recorde mundial. Ele já é o ser humano que mais vezes ganhou medalhas de ouro em Olimpíadas. Nove, empatado com outros quatro atletas. E é quem estabeleceu mais recordes mundiais: 24. E isso em apenas ma olimpíada e meia, hehe. Ele tem ainda mais cinco provas para nadar...
Ainda nas piscinas, tivemos bons resultados de brasileiros. Thiago Pereira nadou os 200m peito para “treinar” apara os 200m medley, e quebrou o recorde sul-americano. Mas não para ir às semifinais. Kaio Márcio ta na final dos 200m borboleta, mas pega o Phelps. Acho que dá medalha! Já César Cielo fez o sétimo melhor tempo nos 100m livre, a prova nobre da natação, e está nas semifinais. Vai ser difícil, mas quem sabe uma medalha? Pelo menos o Phelps não nada essa, hehehehe.
As meninas do futebol tomaram um susto no começo, mas ganharam das nigerianas, nada além da obrigação. O vôlei masculino, mesmo sem Giba, ganhou da Sérvia por 3 x 1 e segue rumo ao bi. Mas algo me diz que o Ricardinho vai fazer bastante falta.
Os três maiores favoritos ao ouro venceram no basquete masculino. EUA, Argentina e Espanha devem ficar com as medalhas.
E o Tiago Camilo perdeu. Lá se foi minha segunda aposta de ouro. Os judocas estão me detonando. Mas ele levou o bronze, mas uma medalha para o Brasil. E depois do título mundial de 2007, com sete vitórias por ippon, tá tudo beleza!
Preparados para mais uma madrugada?
Posted by Mazorca at 2:01 PM
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 Segunda-feira, Agosto 11, 2008
Olimpíada parte 3
Saíram as primeiras medalhas do Brasil. Phelps é phoda! E que revezamento foi aquele? Os destaques braseileiros. E eu já me dei mal nos prognósticos...
Dois judocas garantiram o bronze para nós. Ketleyn Quadros e Leandro Guilheiro, na categoria peso leve. A medalha de Ketleyn é histórica. A primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha numa modalidade individual. Leandro repete o feito de Atenas e é bi bronze, hehehe!
E o Michael Phelps? Ele está absurdo novamente. Destruiu o recorde mundial dele próprio nos 400m medley, de forma acachapante. Parece estar na melhor forma da carreira. Será que bate o recorde do Mark Spitz de sete ouros numa única edição dos Jogos? Já ganhou dois, o segundo no revezamento 4 x 100m livre.
E por falar em revezamento, a prova foi espetacular. Vi quando desembarquei no aeroporto de Cumbica, nos primeiros minutos desta segunda-feira. Extremamente equilibrada, e com um final sensacional. Phelps entregou para os EUA com meio corpo atrás da França. E para os gauleses, nadou o Alain Bernard, que bateu uma porrada de recorde mundial recentemente. O Lezak recuperou esse meio corpo, nadou para quase 45s (ABSURDO) e deu a vitória aos americanos. Prova fantástica.
Nosso basquete feminino, após o vexame contra a Coréia do Sul, apanhou da Austrália. Vai ser difícil. Já o vôlei feminino ganhou da Rússia. Mas ainda falta muito para me convencerem.
Kaio Márcio bateu o recorde Sul-Americano nos 200m borboleta e ficou com o terceiro tempo para as semifinais. Pena que tem o Phelps nessa prova, que já bateu o recorde olímpico...
E o João Derly já acabou com meus prognósticos de ouro. Mas tudo bem bicampeão, você tem crédito de sobra. Agora vamos ver se os outros me garantem!
Posted by Mazorca at 2:11 PM
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Nordeste parte 6
Minha viagem a Caruaru foi cheia de “primeiras vezes”. E como a primeira vez em tudo, é muito difícil de ser bom e fazer tudo perfeitinho. Mas vamos ao saldo:
Foi a primeira vez que fui ao Nordeste. Como já disse, não tive a oportunidade de aproveitar como gostaria, mas ao menos passei por lá. Já posso dizer que estive em Recife e Caruaru! Mas não fui num forró, nem vi a Boa Viagem ou o Jeremias....
Foi a primeira vez que viajei a trabalho sozinho. Felizmente deu tudo muito certo. Ta certo que a responsa não era tão grande, aconteceram alguns probleminhas, mas no geral foi bem positivo!
Foi também, por enorme coincidência, a primeira vez que estive no Rio de Janeiro! Isso mesmo. Fui viajar para o Nordeste e parei no Rio. E você me pergunta: mas como assim, filho de Deus? É que o vôo de volta fez escala no Galeão. É, foi à noite, não deu pra ver nada da paisagem, não saí de dentro do avião, mas estive no Rio!
E foi também a primeira vez que comi um sanduíche do Subway desde minha aventura canadense. A primeira vez em solo nacional, no aeroporto de Recife. E como é bom esse troço, ainda mais para alguém que ama sanduíches como eu. Peguei um de atum e coloquei várias coisas no meio. Cebola, azeitona, queijo, picles. Enfim, fiz a festa! E saí mais que satisfeito.
Agora volto à vida normal. São Paulo, família, trabalho, amigos, paixões. É seguir em frente!
Posted by Mazorca at 12:59 PM
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Nordeste parte 5
Meu último dia em Caruaru foi bem tranqüilo, ao contrário de sábado. Nenhum tipo de conturbação, pelo contrário. O dia foi bom para reflexões e percepções há muito necessárias. Quem diria que eu teria que vir para o nordeste para conseguir certas coisas...
Mas enfim, o trampo foi muito tranqüilo, como deveria ser mesmo. Não havia muito o que fazer. Bem propício para o cansaço e a indisposição causados pelo dia e noite anteriores. Mas nada a reclamar!
Agora, o clima já é de despedida. O grande saldo da viagem foi ter transformado em amigo um simples conhecido e colega de profissão. Gente boníssima, um alguém a mais com quem poderei contar nos autódromos da vida. E assim vamos indo.
Mas Caruaru não vai deixar saudades. Sim, foi muito bom conhecer outra cidade, novas pessoas, mas nada que tenha sido realmente marcante. Mas valeu pela experiência. E quem sabe da próxima vez eu não volto para aproveitar de verdade e encaro tudo com outros olhos?
Posted by Mazorca at 12:59 PM
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 Sábado, Agosto 09, 2008
Olimpíada parte 2
Um texto a parte para falar das minhas expectativas para Pequim. Acho que poderemos bater o recorde de medalhas de ouro. Vejo como possibilidades reais, 20 lugares mais alto do pódio. Talvez seja otimista demais. Creio que levaremos nove. Depois me cobrem! Vamos aos pitacos de ouro:
Futebol: Nossas duas seleções tem chances reais de levarem a taça. O time masculino, apesar do Dunga e da despreparação, é lotado de grandes jogadores. Em termos de elenco, o melhor entre todas as seleções. O feminino acho que até tem mais chances. Temos a melhor do mundo e já somos potência também!
Vôlei. Aqui é onde dominamos. Talvez até mais do que o futebol. Quatro chances reais de ouro, nas quadras e na praia. Mas acho que será difícil para as mulheres. Na areia, pela falta da Juliana, e na quadra, pela instabilidade de nosso time. Mas dá!
Ginástica: Diego Hipólito tem chances enormes de levar a primeira medalha de nossa ginástica. E logo de ouro! Também coloco entre as possibilidades a Daiane dos Santos. Ela não está no auge, não está bem fisicamente, mas quem foi campeã do mundo, merece respeito.
Atletismo: Aqui são nossos saltadores. Jadel Gregório é top 3, deve levar medalha, forte chance de seguir nossa tradição de triplistas. E a grande Maureen Maggi, nossa musa das pistas, no salto em distância.
Natação: São três as chances reais. Se bem que uma delas é mais aposta que qualquer outra coisa. César Cielo, por suas marcas, já é o nadador mais rápido da história de nosso país. Está entre os favoritos para os 50m e os 100m livre. Difícil levar, mas quem sabe? A outra aposta é no Kaio Márcio, nos 100 borboleta. Ele é recordista mundial para a distância em piscinas de 25 metros. Ok, os Jogos são em piscinas de 50m, mas quem é o melhor do mundo no que faz, não pode ser descartado.
Hipismo: Rodrigo Pessoa segue sempre entre os favoritos. Candidatíssimo ao bicampeonato.
Iatismo: Robert Scheidt, nosso porta-bandeira. O cara ganhou oito campeonatos mundiais. Só um louco não o consideraria favorito.
Judô: Temos três campeões mundiais, na disputa. João Derly, que levou os dois últimos torneios do mundo. Tiago Camilo, que ganhou todas as lutas do campeonato de 2007 por ippon, foda! E o Luciano Correa.
Taekwondo: Natália Falavigna está exatamente na mesma situação da Daiane dos Santos. Já foi campeã mundial, não pode ser descartada.
Tênis: Podem rir, mas nossa dupla masculina formada por André Sá / Marcelo Melo é candidata ao ouro. Além de serem uma das melhores do mundo, Jogos Olímpicos são sempre cheio de surpresas no tênis.
Mas apostar mesmo, eu aposto no futebol feminino, Cielo nos 50m livre, vôleis masculino (quadra e praia), Jadel Gregório, Rodrigo Pessoa, Scheidt, João Derly e Tiago Camilo. Nove ouros seria um recorde. Mas é o que acho que vai acontecer.
Esqueci de alguém? Sobrou alguém? Comente!
Posted by Mazorca at 10:28 PM
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Olimpíada parte 1
Começou na última terça-feira a Olimpíada de Pequim. Sempre fui fascinado pelos jogos olímpicos, desde que me entendo por gente. Minha paixão pelo esporte, que é enorme, se soma a curiosidade e interesse que eu tenho por países e culturas diferentes. Logo, o evento se torna um prato cheio para mim.
Não vi a cerimônia de abertura, mas imagino que tenha sido como sempre: coreografias, cores, fogos e aquela chatice de sempre! Na verdade eu vi depois algumas cenas, parece que eles revolucionaram no lance dos “fogos”, hehehe. Mas creio que tenha sido tão chata como qualquer outra.
Mas o evento é fabuloso. Milhares de atletas, praticando os mais variados esportes, durante 16 dias. Choque e união de culturas, “batalhas” épicas, confraternizações. Rússia x EUA (mesmo que hoje não tenha a mesma conotação), Brasil x Argentina, Iraque x Irã. E tudo isso na boa, sem bombas, hostilidades ou o que quer que seja. Apenas a disputa saudável de uma competição esportiva.
Poderemos ter a oportunidade de conhecer um pouco mais do que é a China. Como é o país, sua população, tudo. Uma das partes mais legais dos Jogos. Mas claro, isso não vai mascarar nem nos fazer esquecer o que ocorre na China, né?
Espero também, de coração, que a cobertura da Olimpíada seja boa. Isenta. Sem brasileirismos. Não sei quanto a vocês, mas eu odeio essas coisas. O brasileiro nem sempre precisa ser o mais foda. Espero que informem bastante e torçam nada, ou pouco. Dentro do limite do tolerável.
O fato é que eu serei um zumbi até o dia 24. Infelizmente o dia tem apenas 24 horas, e eu encontrarei poucas dessas para dormir. Espero não prejudicar meu trabalho e o meu relacionamento com amigos e as pessoas que me são especiais. Mas pretendo aproveitar e assistir ao máximo!
Posted by Mazorca at 9:41 PM
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Nordeste parte 4
Foda. Assim é a melhor forma de descrever a Internet na sala de Imprensa da Pick Up Racing em Caruaru. Me fodeu no trabalho, e nem deu para postar nada no blog. Só no hotel...
O dia também não ajudou em nada. Conturbado até dizer chega. E sem ter por perto algumas pessoas que eu queria muito. Mas me disseram que está chovendo e frio em Sampa. Ao menos aqui tá seco, tenho algo em que me sustentar...
Detalhe curioso: vi um moleque com uma camisa do São Paulo aqui no Autórdromo de Caruaru. Vamos chegar ao topo, aos poucos. Escutem isso!
Ontem só tive a oportunidade de ir jantar, num restaurante. Hoje, autódromo desde de manhã. Agora à noite pretendo conhecer as várias faces da cidade. E quem sabe me divertir, hehehe.
Posted by Mazorca at 9:26 PM
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Nordeste parte 3
Caruaru. A cidade do maior forró do Brasil. Cidade também de Jeremias, o bêbado mais famoso destas terras. Até vi uma plaquinha que indicava como chegar ao bairro do Salgado. Quase fui, hehehehehe.
A primeira impressão foi a de que eu estava numa cidade como outra qualquer. O centro comercial não deve a nada ao de alguns bairros de São Paulo. Não fosse o sotaque das pessoas, impossível de identificar a cidade, hehehe.
A última vez que viajei de ônibus, foi quando fui pra Cruzeiro. Me desculpe Vinícius, mas além do ônibus ser bem melhor e não correr tantos riscos de assalto, a cidade é bem maior e melhor! Hehehehe.
Agora é começar a trabalhar...
Posted by Mazorca at 9:25 PM
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Nordeste parte 2
Estive em Recife, mas foi apenas uma passagem. Não pude ver praticamente nada da cidade da praia de Boa Viagem. Uma coisa que me chamou a atenção foi uma avenida muito semelhante à Marginal Tietê. É, Marginal na capital pernambucana, hehehe.
Como eu disse, foi só uma passagem. Fui para a rodoviária pegar o ônibus para Caruaru. De acordo com o taxista que me levou no trajeto aeroporto-rodoviária, em Recife há muitas coisas para fazer, mas está faltando emprego...
O que me impressionou negativamente foi a falta de informações precisas na rodoviária. Placas, indicações e afins, praticamente não existem.
Percebi também que boa parte das coisas é mais baratas do que em Sampa. Menos combustível. Imagine pagar 2,59 no litro da gasolina e absurdos 1,86 no litro do álcool? Pois é, no Pernambuco é assim.
Então fui ao ônibus. Executivo, certo conforto. Como não conheço nada aqui, estava na expectativa de qual seria a paisagem da estrada. Decepção! Exatamente igual ao visto nas estradas paulistas.
A coisa desagradável da viagem foi o cidadão chato que se sentou ao meu lado. Tudo bem, o cara era lateralmente grande, mas poderia muito bem ocupar apenas o seu assento no busão.
O calor provocou uma cena engraçada. Um cidadão, alguns assentos à minha frente, vestia roupa social. Mas a “quentura” pegou tanto, que o homem tirou os sapatos e ficou de chinelo. Isso mesmo, chinelo havaiana e traje social. Hilário...
Fato é que duas horas depois eu estava em Caruaru. Finalmente cheguei na capital do Forró!
Posted by Mazorca at 9:24 PM
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Nordeste parte 1
A primeira vez a gente nunca esquece. Neste fim de semana estou tendo o prazer de debutar no Nordeste brasileiro.
E a jornada foi longa. Saí de casa, na sexta-feira, às 08h30. Cheguei no hotel que me hospedo quase 18h30. Dez desgastantes horas de viagem. Cansativas, mas até certo ponto aproveitáveis. E deu para ouvir boa parte das 397 músicas que tem no meu mp4 player, hehe.
Comecei não me encontrando no aeroporto. É impressionante como as informações não estão disponíveis, tão pouco há funcionários para nos informar. Fila enorme no check-in, mas isso é normal.
O vôo, que tinha tudo para ser tranqüilo, atrasou mais de uma hora a decolagem. Tive que ficar ouvindo as baboseiras que duas mulheres falavam ao meu lado, durante 3 horas e meia...
O serviço foi o basicão. Sucos, refrigerantes, barra de cereais (escolhi de castanhas) e um micro pacotinho de amendoim. Aproveitei e cochilei, tentando recuperar alguma parte dos meus vários dias de sono atrasado.
E então finalmente cheguei a Recife. Estava no NE brasileiro.
Posted by Mazorca at 9:24 PM
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 Sexta-feira, Agosto 08, 2008
Com tudo
A partir de hoje esse blog vai passar a ser levado a sério pelo blogueiro. Prometo atualizações constantes e assuntos dos mais variados nestas páginas. Para começar, minha primeira vez no nordeste (em várias partes, até o seu final) e Olimpíada de Pequim (também até o final). E depois, nos próximos dias, um tema polêmico: traição!
Visitem, leiem e comentem.
Posted by Mazorca at 8:12 PM
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 Quinta-feira, Maio 01, 2008
Mitos não morrem
Um mito se constrói, em partes, com muito carisma, atitudes heróicas e performances memoráveis. Isso tudo foi uma tônica na breve vida de Ayrton Senna da Silva, o mais marcante piloto de corridas de carro que este mundo já viu.
Beco andou num kart precário, pela primeira vez, aos 4 anos de idade. Desde então nunca perdeu o gosto pela velocidade. Gosto esse que viria, exatos 20 anos mais tarde, a conquistar o coração de boa parte dos brasileiros apaixonados por velocidade.
Por ser uma pessoa definitivamente comandada mais pelo coração do que pelo cérebro, Senna potencializou suas qualidades e atos e elevou seu status ao de mito. Isso porque gênio era fácil de perceber, logo em suas primeiras corridas.
Com o tempo ele foi se estabelecendo cada vez mais no esporte e conquistou de vez o Brasil após um desempenho memorável para levar seu primeiro título mundial. Depois destes ainda vieram dois mais e consagração definitiva.
Mas em 94 alguém, algo ou o que quer que seja, decidiu que aquilo deveria parar. Aos 34 anos, na liderança de uma corrida, como não poderia ser diferente em toda a sua trajetória, ele deixou de atuar.
Deixou de atuar nas pistas do mundo, mas vive intensamente dentro de mim, da minha cabeça, do meu coração. E estará lá até o último de meus dias. E pra mim, isso já é o suficiente. Inigualável e inesquecível. Para sempre.
Posted by Mazorca at 12:06 PM
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 Sexta-feira, Março 21, 2008
O maior
Há exatos 48 anos nascia meu grande ídolo e seguramente um dos três maiores pilotos de que este mundo já viu, em toda a sua história. Dispensável dizer que Ayrton Senna era em competidor excepcional. Sua carreira, títulos e conquistas falam por si só.
Mas Ayrton Senna representava muito mais do que isso. Com seu jeito cativante e de bom moço, conquistou uma infinidade de fãs. Especialmente as crianças e aqueles que não gostavam do jeitão característico e sem meias palavras de Nelson Piquet, o brasileiro da vez no circo da Fórmula 1.
Eu, por exemplo, sou apaixonado por automobilismo muito em função de Senna e das performances mágicas que proporcionava. E com certeza não sou o único. Acordava religiosamente todos os sábados e domingos para acompanhar suas corridas, sempre torcendo por uma vitória.
Os anos de 1992 e 1993 foram duros, os únicos dos que eu acompanhei com mais lucidez nos quais nosso grande tricampeão quase nada podia fazer para alcançar o lugar mais alto do pódio. Triste, mas nunca desisti. E o mais importante, ele também nunca jogou a toalha. Sempre trabalhou duro, quaisquer que fossem as adversidades.
Então veio a temporada de 1994, quando tudo seria maravilhoso. O melhor piloto estaria guiando o melhor carro. Senna finalmente estaria na vitoriosa Williams. Mas tudo deu errado, nada aconteceu como o planejado.
As mudanças de regulamento prejudicaram o projeto de Adrian Newey, cujos bólidos dominavam por completo as tecnologias disponíveis previamente, e que agora estavam proibidas. A Benetton contava com o carro mais rápido – mesmo que irregular – e, principalmente, com aquele que começava a brilhar e se tornaria o maior vencedor entre todos: Michael Schumacher.
Mas todos os sonhos acabaram mesmo na maldita Tamburello, exatamente às 09h13 do Dia do Trabalho. Um dos dias mais tristes da minha vida. E minha mãe, no pior momento possível, vinha dizer que ela sabia que aquilo iria acontecer. Isso só triplicava minha raiva, indignação, descrença e tudo quanto é sentimento negativo que eu poderia ter.
A paixão pela velocidade continuou, mas seguramente uma parte de mim deixou de viver naquele dia. E até hoje está parada, em algum lugar do meu corpo e da minha mente. Acho que nunca vai voltar.
Senna segue sendo meu maior ídolo e sempre será. Independente do que falem ou do que eu constate sobre seu passado e seu comportamento. Nada me fará mudar de opinião. Até hoje ao ouvir o Tema da Vitória e lembrar as duas datas (21/03 e 01/05) me pegam de jeito. Não há como as lágrimas não desabarem.
Tenho certeza que compartilho desse sentimento com vários outros jovens e veteranos que se encantaram com o Beco. Isso é uma mostra, 14 anos após a tragédia de Ímola, que ele realmente foi diferenciado e especial. Senna, o maioral. Pra sempre no meu, no nosso coração.
Posted by Mazorca at 4:20 PM
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 Segunda-feira, Março 10, 2008
Certeza é nunca
Às vezes pensamos estar fazendo a coisa certa, mas na verdade não estamos.
Às vezes pensamos não estar fazendo a coisa certa, mas na verdade estamos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos gostar, mas na verdade não gostamos.
Às vezes pensamos não gostar, mas na verdade gostamos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos ter a certeza, mas na verdade não temos.
Às vezes pensamos não ter a certeza, mas na verdade temos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos possuir, mas na verdade não possuimos.
Às vezes pensamos não possuir, mas na verdade possuimos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos dominar, mas na verdade não dominamos.
Às vezes pensamos não dominar, mas na verdade dominamos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos sentir, mas na verdade não sentimos.
Às vezes pensamos não sentir, mas na verdade sentimos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos poder, mas na verdade não podemos.
Às vezes pensamos não poder, mas na verdade podemos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos pensar, mas na verdade não pensamos.
Às vezes pensamos não pensar, mas na verdade pensamos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos ficar, mas não ficamos.
Às vezes pensamos não ficar, mas ficamos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Às vezes pensamos saber de tudo, mas na verdade não sabemos.
Às vezes pensamos não saber de tudo, mas na verdade sabemos.
Mas na maioria das vezes não sabemos de nada.
Posted by Mazorca at 6:42 PM
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 Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Intolerância imbecil
Ontem completei 24 anos de vida. Não foram vividos da melhor maneira que alguém já o fez, mas creio ter feito o melhor que pude. Ainda tenho muito a conquistar – quase o todo – mas tudo o que passei foi, de alguma forma, positivo. Mas, como bem diz o título, não é sobre meu aniversário que pretendo falar.
Ao completar 24 anos já era mais do que esperado que as gozações viessem aos montes. Afinal de contas, o cabalístico número é o representante do veado no ilegal jogo do bicho. Se as pessoas soubessem que o animal nada tem a ver com a expressão “Viado” (que é uma abreviação de transviado, que nada mais é “afastar-se daquilo considerado de acordo com os padrões morais”) talvez deixassem de associar a figura do animalzinho com o homossexualismo masculino. Para minha surpresa, por ora, as provocações ainda são mínimas, quase inexistentes.
Mas agora vem o mote para o texto. Porque raios nós somos tão preconceituosos com pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo? Existe uma lógica para pensarmos que uma pessoa é pior do que outra simplesmente porque ela se sente atraída por um dos seus? Porque será que temos raiva? A grande maioria dos homossexuais leva uma vida normal. Trabalha como todos, estuda como todos, age socialmente da mesma forma que qualquer outra pessoa. Então porque raios há o preconceito?
E isso se estende ao pré-julgamento racial, religioso, físico (não é um absurdo ter preconceito contra deficientes?!), qualquer um. Porque pensamos mal de uma pessoa ou uma “classe” puramente por ela ser “diferente”? Não estou dizendo que não sou preconceituoso. Todos nós, de alguma forma, fomos e somos, em maior ou menor escala. E mesmo quem sofre de preconceito também faz pré-julgamentos.
Será que existe alguma explicação? Você sabe me dar essa explicação? Acho que vou ficar esperando até o fim dos meus dias...
Posted by Mazorca at 6:43 PM
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 Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Silêncio ensurdecedor
Eu sou apaixonado por automobilismo. As corridas de carro me fascinam desde que eu comecei a entender o que elas são. Movido por essa paixão – que se estende a praticamente todos os tipos de competições esportivas – eu decidi fazer disso a minha profissão.
No último domingo eu estava trabalhando, cansado e feliz, no Autódromo de Interlagos. Era a última etapa da Stock Car, principal categoria do esporte no Brasil. Meus afazeres já estavam praticamente terminados, quando o pior aconteceu. Meus olhos não acreditavam na cena de destruição. Na hora deu pra perceber que se tratava de uma fatalidade. Por mais que não quiséssemos acreditar, o pior muito provavelmente havia acontecido.
Eu tinha ido, no máximo, umas cinco vezes no circuito paulistano por motivos de trabalho. Mas imagino que nunca aquela sala de imprensa, sempre com sorrisos, brincadeira e ar de descontração, esteve tão tensa. Todos sabiam que a tragédia havia acontecido, mesmo antes do anúncio oficial. Ficamos sem palavras. O paddock, tão agitado e barulhento, mostrava um silêncio absurdo. Uma falta de sons ensurdecedora. O semblante de todos era o mesmo, e não há palavras para descrevê-lo.
Eu nunca havia presenciado a morte tão de perto. A de Rafael Sperafico, na Stock Light, foi a uns 200, 300 metros de distância de onde eu estava. O desespero e os gestos de Otávio Mesquita, seu companheiro de equipe que presenciou o acidente e suas conseqüências, dizia tudo. Eu me senti impotente, como poucas vezes na vida. Um vazio imenso, uma vontade sem tamanho de chorar. Cair às lágrimas. Eu não tinha mais qualquer motivação para seguir trabalhando. Mas infelizmente era necessário.
Ao descer à área dos boxes, atrás de informações mais precisas, passei ao lado de Rodrigo Sperafico, primo de Rafael e que, menos de uma hora antes, se tornara vice-campeão da Stock Car V8. Ele estava encostado numa grade, inconsolável. Ao ver aquela cena, me senti insignificante. O desânimo, que já era grande, ficou imensurável. Eu tinha vontade de sumir dali, desaparecer, não ter participado disso tudo. Meu pior dia de trabalho, sem dúvidas.
Não cabe agora ficar procurando insanamente por culpados. Principalmente porque, provavelmente, eles não existem. Foi uma tremenda fatalidade. Tudo, absolutamente tudo, deu errado. O esporte é de risco, todos sabem. Mas quando acontece, é sempre abalável. Nunca é ou será bom para quem está envolvido com automobilismo. Sim, bastante coisa deve ser revista, mas sem caça às bruxas. Não há razão e não vale à pena. Mas busquemos a melhora, sem dúvida alguma. Para evitar ao máximo que isso volte a acontecer.
Rafael, fique em paz, onde quer que esteja, e se estiver.
Posted by Mazorca at 9:07 PM
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Onde vamos parar...
Vida de jornalista, sabidamente, não é fácil. Se ele está envolvido com esporte então, pior. Significa trabalhar freqüentemente aos fins de semana. No sábado passado essa foi minha sina. Mas nem é isso o que importa, vamos direto aos fatos.
Eu estava voltando para casa após um dia cansativo (havia acordado por volta das 06h). Era final da tarde e eu tinha pressa, não poderia perder a festa do casamento de uma amiga – pois a cerimônia já era história. Dentro do ônibus, no caminho trabalho-casa, umas seis pessoas de uma família faziam uma pequena algazarra. Isso até que é normal, ainda mais numa tarde de sábado.
Eu até estava agüentando ouvir aquelas besteiras que alguns adolescentes já quase adultos proferiam no coletivo. Mas eis que, me espanto, ao ouvir uma jovem garota, deste mesmo clã, cantarolar trechos de uma pseudocanção. Era um funk, sem dúvidas. A pequena menina dizia aquelas palavras lotadas de conteúdo sexual como se fosse a coisa mais normal do mundo. Não fiquei atento a letra, mas era algo como “quer beber, então vamos fazer bebê”, ou coisa que o valha.
E a guria em questão, acompanhada por sua mãe, cantava outras falsas músicas com coisas ainda piores e mais pesadas do que a dita no parágrafo acima. E o pior. Sua responsável e seus irmãos ou primos mais velhos a incentivavam. Isso é lamentável. Fiquei com uma tristeza profunda no coração.
Uma boa amiga produziu recentemente um ensaio sobre crianças de rua no Brasil. Quase que a totalidade vai às ruas por iniciativa própria, por diversas razões. Nós nos viramos à elas e as ignoramos, como se não tivéssemos nada a ver com isso. E elas ficam privadas de qualquer futuro. Dificilmente vão acrescentar algo na luta incessante que deveríamos ter para que nossa condição de vida fosse sempre melhorada.
Aí eu me pergunto. Será que, mesmo tendo a base de um lar, por pior que ele seja, a menina do ônibus tem muita chance de ser diferente dos jovens sem casa? Com pais e responsáveis tão omissos e que, além disso, contribuem e incentivam atos insanos contra a formação adequada da criança, não vejo como ela possa ter muitas possibilidades.
Talvez seja por isso que nada muda por aqui. A única coisa positiva do fato é que ela tem, no máximo, uns 10 anos de idade. Ainda há tempo para que algo seja feito e sua formação seja aprimorada. Dificilmente isso vai acontecer – não vejo como –, mas é possível. Tomara que seja.
Posted by Mazorca at 9:04 PM
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 Quarta-feira, Novembro 07, 2007
A Copa será boa para o Brasil?
O Brasil foi escolhido há pouco mais de uma semana como sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014. Em tese, nada mais justo, afinal trata-se do país do futebol. Mas será que o país deveria realmente receber este evento? Antes de tudo quero deixar bem claro que vou curtir a Copa e, no ponto de vista do campeonato, é espetacular que ele ocorra por perto. Mas não é sobre isso a verdadeira discussão.
Nossa nação foi sempre marcada por uma incompreensível e absurda inversão de valores. As prioridades estabelecidas por quem nos comanda, nas mais variadas esferas governamentais, quase sempre se mostraram opostas às que realmente deveriam ser. É sabido de todos que as condições de moradia, saneamento básico, segurança, saúde, alimentação e educação dada à população estão muito aquém dos níveis aceitáveis. Coisas que deveriam ser as básicas a se oferecer aos habitantes do verdelindo. Não é justo que o dinheiro a ser investido nessas áreas seja desviado para abrigar uma competição esportiva.
Os defensores então dirão que o país necessariamente terá que melhorar nestes aspectos, visto que 32 delegações dos quatro cantos do mundo virão para cá. Em tese sim. Mas o mais recente exemplo nos diz que está não é uma máxima. Há menos de 6 meses o Rio de Janeiro sediou os Jogos Pan-Americanos, um evento grandioso. Foram prometidas todas estas mudanças. Quantas aconteceram? Quase nenhuma. Muita grana foi gasta e a cidade não melhorou em quase nenhum aspecto. A segurança esteve exemplar, mas só durante a competição. Depois disso, tudo voltou ao (a)normal. Infelizmente não há garantias de que o mesmo não acontecerá com a Copa, infelizmente.
Também dirão que o dinheiro público estará a salvo, pois de acordo com o projeto, praticamente todos os gastos serão feitos pela iniciativa privada. Em tese sim. Mas, novamente, o exemplo do Pan nos diz para sermos céticos quanto a isso. O orçamento mais do que triplicou e caiu nas costas de quem? Exato, nas nossas. Nosso dinheiro de impostos foi empregado onde originalmente não deveria ser. Infelizmente o caminho da Copa deve ser o mesmo. Vocês acreditam que o governo não vai gastar com infra-estrutura específica para a Copa? Eu não!
Aí também dirão que com um evento desse porte muito dinheiro entrará no país. Pode até ser, mas muito provavelmente a proporção dinheiro que entrou no país e dinheiro desperdiçado e/ou desviado, será gritante. E vocês sabem muito bem para qual lado.
Também é possível defender que a infra-estrutura urbana deve ser melhorada, como exigência da Fifa e tudo o mais. E ainda é possível dizer que com 7 anos muita coisa pode ser feita. Mas amigos, se em 118 anos como república não proporcionamos nada disso, em 7 anos as chances são bem menores.
Vai ser uma festa, em todos os sentidos! Muita grana vai ser gasta. Muita gente vai ficar mais rica. E quase nada em nosso país deve melhorar.
Mas eu posso estar errado. Torço para estar errado. Mas não acredito que estarei errado...
Posted by Mazorca at 10:11 PM
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 Terça-feira, Setembro 25, 2007
O Simples
As coisas simples da vida são as mais importantes, e as que nos fazem mais feliz. Essa não é apenas a descrição deste blog, mas uma frase retrata um pouco da minha percepção sobre o que se passa em nossa vida.
Neste mundo dinâmico e globalizado, nós sempre estamos na busca de conseguir algo, e cada vez mais. Isso já está meio que impregnado em nosso pensamento, queiramos ou não. Pode ser status, coisas materiais ou novidades super-modernas que revolucionam (ou ao menos tentam) o modo como encaramos o dia-a-dia. Mas a felicidade mesmo, não é com isso que vamos encontrar.
Nada é melhor e mais gostoso do que estar na companhia de nossos verdadeiros amigos, qualquer que seja a situação. Ninguém trocaria estar ao lado da pessoa amada, curtindo aqueles bons momentos juntos. As vezes o simples fato de presenciar o nascimento do sol, após uma noite cansativa, pode ser impagável. Ou ver aquele céu cheio de estrelas e tentar uní-las em constelações, aproveitando pra imaginar de onde os malditos gregos tiraram que dois pares de astros são semelhantes a um carneiro. Há satisfação maior do que ganhar um jogo de futebol do seu maior rival, ou almoçar com toda a família reunida na casa de sua avó?
Infelizmente a gente não sabe o que é viver num país onde as pessoas são freqüentemente respeitadas e todos os seus direitos cumpridos e garantidos. Infelizmente a gente não sabe o que é ter o poder público sempre brigando para melhorar a situação do páis e nos livrar dessa sina de estar sempre "em desenvolvimento". Infelizmente a gente não sabe o que é ter uma educação apresentável, uma saúde respeitável e uma segurança decente. Mas imagino que ter tudo isso seja tão ou mais gratificante.
Um emprego maravilhoso, um carro do ano importado e essas outras coisas grandiosas são de fato bons resultados que todos almejam. Mas se a gente alcançar aquelas coisas mais simples, e outras que a gente nem percebe que são tão boas, a satisfação, com certeza, será muito maior.
Posted by Mazorca at 10:15 PM
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 Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Virada
O último fim de semana apresentou o que talvez seja um marco para a cidade de São Paulo, quiçá para o Brasil: A Virada Esportiva.
É mais do que sabido que o esporte é a melhor maneira de inclusão, em qualquer camada da sociedade de qualquer lugar do mundo. Através da prática esportiva, a criança e o adolescente ganham uma oportunidade a mais - infelizmente muitas vezes única - de obter uma ocupação sadia. E nesse sentido, o evento do último fim de semana tem papel importantíssimo.
Em praticamente todos os bairros da cidade foi possível praticar algum esporte. Clínicas, peneiras e espaços abertos à prática de volei, basquete, futebol, xadrez, natação, tenis, caminhada, ciclismo, corrida, ginástica, entre outros. Durante a madrugada foi a vez dos chamados esportes boêmios, envolvendo carteado, futebol de botão e até - acreditem - declamação de poemas.
A Virada esteve em todas as regiões. Nas extremas periferias - sempre tão carente de atividades para a comunidade -, em bairros nobres e claro, no velho e tradicional centro da cidade. Pessoas de todas as classes sociais e idades tiveram a oportunidade de conhecer, desenvolver e cultuar o esporte.
Claro, nem tudo foi perfeito. A divulgação ficou um pouco aquém do que merecia e faltou, até certo ponto, informações mais precisas sobre o que estava acontecendo, onde e em quais horários. Mas como está tudo no começo, isso acaba até perdendo a relevância. O importante é que essa iniciativa foi realizada. Espero que esta ação entre de vez no calendário anual de São Paulo e se propague para as demais capitais e grandes cidades brasileiras.
Afinal de contas, esporte sempre vai ser sinônimo de saúde, diversão, interação e inclusão. E nosso país precisa, e muito, de tudo isso.
Posted by Mazorca at 6:52 PM
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 Domingo, Setembro 23, 2007
Pessoas, após conselhos de amigos e opinião decisiva de uma amiga, volto a toda com este blog.
Vou propor as vezes troca de idéias ou apenas desabafar sobre o que me passa.
Espero que gostem.
Sempre que possível, comentem!
Até mais!
Posted by Mazorca at 7:05 PM
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